segunda-feira, 24 de julho de 2017

Crónica de uma volta incompleta.

Toca o despertador, olho para o lado: 05:56

É domingo. 

Será que já está na hora de mudar fraldas?

Não!

É aquele momento da semana em que custa menos acordar, já que o madrugar é imposto para passear, exercitar os músculos e tonificar a cabeça.



Quem apareceu? Dois personagens míticos: Sr. Teixeira, ciclista de potência invejável, diz sempre que não se sente nos seus dias, mas a dada altura deixa todos para trás; Adolfini, também conhecido por Luigi o terrível, sprinter de classe mundial, muito fácil de identificar já que veste sempre meias pretas e jerseys garridos.

O encontro foi marcado para sair às 7, mas a malta é relaxada e raramente se começa a rolar antes das 07:20.


Há sempre alguma novidade no "kit" escolhido para o dia, ou então simplesmente conversa para ser posta em dia. Aqui em destaque a sempre impecável Titan do MrT.


Quem não acorda cedo não sabe o que isto é... a estrada é nossa, a temperatura fresca e a luz bonita.




O percurso de hoje, não estava completamente definido, sendo certo que rondava o Douro como é quase sempre costume. O serpentear estrada acima que nunca desilude. 
Chegados à barragem, optamos por atravessar o rio e descobrir novos caminhos em direcção a Canedo. 


Se para algo servem, os viadutos da pouco utilizada A41, acabam por ganhar uma beleza excepcional, em contraste com o verde da natureza. Não me farto de passar por eles, e são vários os pontos onde nos encontramos nas voltas mais usuais.


São também uma boa desculpa para a pausa fotográfica na comitiva.


O ângulo perfeito!


Como o tempo para pedalar é curto nos dias que correm, pouco depois de Canedo tive de me despedir da malta, eles iam ainda fazer serra até Castelo de Paiva e depois regressar por Entre-Os-Rios. Fica prometido um dia destes fazer essa estrada.


Subir para a N1, e fazer parte da N1, coisa que nunca deixa grandes saudades, apesar de ainda assim se atingir uma cota alta com boa vista. O regresso ao Porto fiz-lo pelo melhor caminho possível atravessando a bela ponte D. Luis.


PS: notaram em que bicicleta eu vim? 8-)

2 comentários:

Kaiser disse...

Espectacular crónica.Bom jogo de palavras inicial.

Sérgio Moura disse...

Muito obrigado! Lá correu bem desta vez :)