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quinta-feira, 5 de julho de 2018

O melhor dia da semana

Segunda de manhã... ahhh... a magia da segunda de manhã ;)

Após análise cuidada das minhas tarefas semanais, viu-se luz ao fim do túnel (ou será do guiador?), uma centelha de esperança por um mundo melhor, um mundo onde os rolamentos são sempre selados, não há furos lentos e até os automobilistas nos guardam sempre os 1.5m de distância de segurança. Isso.

Bom, lirismos aparte, o motivo para a minha felicidade é ter encontrado um buraco no calendário semanal, por entre fraldas e trabalho, para poder finalmente treinar semanalmente.

E que fazer com essa descoberta? :D









Pegar na Stavanger e rolar!!!








Forma física em baixo, não convém ser demasiado optimista, portanto apontei para um pequeno percurso Douro acima, com desvio para o rio Sousa.



Tenho vindo pouco para estes lados, mas a marginal já está aberta ao transito.

Apesar de ser dia da semana, já passou a hora de ponta matinal pelo que dá para circular com alguma calma. Mesmo assim, quando se vira para as margens do rio Sousa, a coisa acalma ainda mais e o prazer aumenta.



É bem bonito ver as margens de um rio com hortas bem cuidadas.

Paragem quase obrigatória quando venho pedalar para estes lados com tempo, a antiga Central de captação de água do Rio Sousa. O edifício é centenário, e mostra bem como a arquitectura industrial no ínicio do século passado era cuidada.




O edifício tem ainda mais história, pois em tempos tive a oportunidade de lá entrar e para quem gosta de maquinaria pesada, o cenário era fabuloso...


Já no regresso, tempo ainda para sujar os pneus, uma das vantagens de ter uma bicicleta com pneus de dimensões generosas..


É bom poder virar para um caminho de terra batida e gravilha, ainda que termine, como neste caso, numa "parede".

Até já!







quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Tirar a ferrugem às pernas


Ora então algum dia teria de acontecer... voltar aos "treininhos". A vida com um bebé não deixa muito tempo, e portanto as pedaladas têm sido mais curtas, mas este domingo, ainda que decidido à última hora, lá consegui a companhia do João para ir dar um giro.
Dada a falta de forma física da minha parte, a opção pelo percurso tipicamente dominical da marginal de rio e mar foi mais ou menos consensual (até porque o João além de muito paciente para aturar o meu ritmo de passeio, estava também a habituar-se aos pedais novos).

8 horas na Marina, o dia avizinhava-se soalheiro mas.... .... . ... . .. . . .frrrrrrrio.



Siga para sul, não sem bater uma chapa na Ponte do Freixo que com esta luz estava mágica.





Percurso calmo mas sempre bonito, o ritmo lento convidou a por a conversa em dia... sem dar conta já tinhamos passado Espinho e em plena "caxinas de baixo". Estavam no mar umas embarcações clássicas, foi interessante ver como se fazem a terra.



Dar a volta e procurar um cafézito ao sol, não foi fácil e acabamos por optar pelo Esquimó, que ao contrário do que o nome sugeria, estava bem quentinho :)


No regresso, dada a concentração de motas e motards achei que ia encontrar o Nando, mas parece que não foi desta... ;)



segunda-feira, 25 de setembro de 2017



Com muito atraso por motivos desconhecidos (bebé João), aqui vai mais um relato das voltinhas / treininhos / coiso.



Fresquinho da manhã, os suspeitos do costume (Adolfo, João e Texeira), lá nos encontramos um pouco mais à frente, pois aqui o papá recente tinha pouco tempo para pedalar, e ânsia de ir longe (isto tem lógica?).


O Adolfo, esse ciclista audacioso, elaborou um trajecto fácil e rápido que consistia em boa parte do médio fondo do Porto Granfondo do ano passado. Nas palavras dele: "4 horas mais lanches e fotos e mijas e ventil"
A parte do ventil dispenso, mas ele não.



Então peguei na magnífica Pelago, com os seus pneus de bailarina, e toca a fazer kilometros. E não é que ela até se porta bem? Não sendo uma estradeira pura, o objectivo nunca foi ter peso pluma, mas apesar da minha capacidade e forma risíveis lá consegui arrastar-me por ali acima sem perder "demasiado" o rasto dos meus comparsas.



E onde foi o por ali acima? Para quem participou no Granfondo, basicamente foi similar, pedalar até Entre-os-rios, depois subir para Castelo de Paiva, tomar um café e rumar margem sul abaixo passando nas minas e em Canedo.



Canedo estava em festa e deu para comer uns figos. Figos dão força!



Até à próxima!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Alargar Horizontes



Esqueçam a piada fácil do título, este post serve apenas como aperitivo para o que aí vem.

 Ando com muito trabalho, e sobra pouco para escrever, mas as minhas experiências com a Stavanger vão subir mais um nível ;)

Até já!

sábado, 19 de agosto de 2017

Passeio a Corno do Bico



Qualquer vinda a Paredes de Coura torna-se uma bela desculpa para conhecer novas estradas para pedalar, ou simplesmente para variar de paisagem já que a Velo Culture me deixa quase sempre "preso" às imediações do Porto.



Para ajudar à festa, tenho bicicleta nova, a Pelago Stavanger e durante a rodagem estou a comprovar (a tentar) a sua imensa versatilidade. Para começar, sem grandes alterações, retirei os para-lamas e montei uns pneus de estrada 700x28c, a roçar o limite inferior relativamente ao leque de pneus que estes aros comportam.
A ideia é posteriormente montar outros 'sapatos' para outro tipo de aventuras.



Paredes de Coura e as imediações têm muitos pontos interessantes por onde pedalar, mas estava com grande vontade de fazer a subida ao Corno do Bico, isto mesmo sabendo que nos 3 ou 4kms finais o piso é de gravilha ou terra bem batida - nada que não tenha já feito com este tipo de pneus.


Como não conheço assim tão bem as estradas circundantes, tratei de na véspera pedir a ajuda ao Strava para melhor delinear um percurso até lá. A opção "estradas mais populares" soou-me bem :)

No dia, o despertador "bebé João" tocou, e lá fui eu. Tinha acabado de fazer 2 km, meti a mão por baixo do selim: "hmmm pois, esqueci-me no Porto das ferramentas e câmara de ar suplente, mas bom... quando foi a última vez que furei?"
Na verdade já nem me recordo, mas fico sempre apreensivo na perspectiva de ficar apeado longe de casa por causa de um furo. A paisagem por estas paragens rapidamente tratam do assunto e não penso mais no assunto.



O Minho é muito bonito. É verde, é humanizado sem ser desiquilibrado, tem subidas e descidas quanto bastem... próximo do perfeito para pedalar.


Tudo corria muito bem, estradas bonitas e com bom piso, nem muito largas nem muito estreitas, curvas aqui e ali a pontuar a paisagem até que...

" O GPS deve estar errado, não há nenhuma estrada aqui por onde virar"


Pois, o Strava delineou um trajecto popular na zona, posso depreender que esta seja uma zona com muitos praticantes de BTT.

"Bom, isto deve ser só um troço pequeno de atalho, nem que faça a pé chegamos a outra estrada num instante"


E assim meti por um caminho de cabras. A Stavanger é feita para estas aventuras, mas por azar tinha montado uns 'sapatos' fininhos nada condizentes com o que estava a começar a fazer.



A lei de Murphy é tramada, e de curva para curva a achar que o caminho acabava "já ali" acabei por fazer uns bons kms de trilhos de montanha, que tinham tanto de bonitos como de complicados.




Por fim cheguei ao Corno do Bico, e com a luz da manhã não consegui deixar de tirar umas fotografias no meio do bosque à minha nova menina.





Pão com marmelada comido, toca a regressar "Agora vou pelo caminho fácil" pensei eu.

ahahah

Estradas de terra (mais ou menos) batida, a descer, não são também propriamente um "passeio no parque" quando se anda com pneus de bailarina. Bom, com um ou outro pequenos sustos, lá se fez a descida e o restante caminho em asfalto passou literalmente a correr.



Vou voltar a fazer esta aventura, mas desta vez bem calçado ;)

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A Finlandesa

O que estava dentro da caixa?!? Deixaram a vossa imaginação voar?


Uma Finlandesa!!








Nada disso, o que estava lá dentro tem construção igualmente Finlandesa, mas as formas são mais velocipédicas:





Uma Pelago Stavanger !


Isto de gostar de bicicletas e ter uma loja de bicicletas tem muito que se lhe diga. Primeiro porque me passam muitas bicicletas pelas mãos; segundo porque temos o gosto de as analisar e perceber as suas características, as qualidades e por vezes os defeitos ou características.


Cada bicicleta tem um dono, cada uma casará melhor ou pior com alguém e esta é uma das tarefas mais importantes a desempenhar na Velo Culture. Para alguém que passa a vida a tentar fazer este tipo de leituras, escolher uma bicicleta para si torna-se uma pesada tarefa de auto-análise.


“Se eu só tivesse uma bicicleta, seria uma destas com certeza. Tem guiador de estrada, uma postura rápida mas confortável, transmissão eficiente e muito versátil. Tanto é excelente para ir comprar o pão ao fim da rua como para pedalar até aos Alpes!”

Esta frase é minha e é mesmo muito sincera.
Claro que parte de um pressuposto que me é difícil: ter só uma bicicleta (bom, também não são assim tantas), mas a ideia de que uma bicicleta pode ser hábil tanto para ir à padaria quanto para viajar longa distância é-me muito sedutora.

"Então se já tens outras bicicletas dentro deste estilo, porquê comprar uma Pelago Stavanger?"
Talvez porque por vezes merecemos ser mimados com uma bicicleta nova? Mais que isso, é importante saber e confirmar tudo aquilo que fazemos e vendemos? Será um misto de tudo, mas o facto da Stavanger ser muito versátil torna a coisa ainda mais divertida, já que a exploração das diferentes utilizações e roupagens vai trazer muitas horas de prazer na estrada (e fora dela).

Sobre a máquina em si, em breve vou escrever com mais profundidade, entretanto fica o retrato do costume:


Até já!