sexta-feira, 21 de julho de 2017

Na oficina #03 - coisas bonitas




Ainda antes de o limpar, não resisti a fotografar este desviador Shimano RD-7402. 
Representa quanto a mim uma das linhas clássicas mais bem conseguidas da Shimano, e isso até explica a sua longevidade já que foi produzido dos anos 80 aos 90. Equipou muitas bicicletas que viram sucesso nas grandes provas, sendo na sua fase final já incorporado no sistema de indexação Shimano (8 mudanças).

A qualidade de construção e o rigor aplicado em todos os detalhes justificam bem o estatuto de topo de gama à época.

Detalhe das roldanas.



E finalmente uma imagem do grupo completo.




segunda-feira, 17 de julho de 2017

Na oficina #2 - arqueologia Shimano


Corriam os anos 70 e a (hoje) gigante Shimano tinha aparentemente gostos ornitológicos - dava nomes de pássaros aos seus componentes.
Esta foi uma fase em que a Shimano tentava aumentar mercado piscando o olho à, na altura, gigante Schwinn a quem venderam muitos destes desviadores. Acho que o lettering e a escolha de uma ave muito americana não foram inocentes.



Na rúbrica "na oficina" de hoje temos dois belo exemplos, o desviador traseiro um Shimano Eagle, descrito pelo Sheldon Brown como "strongest derailleur ever made and the best of it's era".

Aparentemente esta robustez provinha da sua construção inteiramente em aço, bem como da protecção contra pancadas inadvertidas. O preço a pagar era o peso - algo em torno dos 450 gramas!?!
Mesmo assim, e porque o peso muitas vezes é um pormenor, é uma peça bem bonita que funciona muito bem. 


O desviador frontal faz linha e é um Shimano Thunder Bird. Também é uma peça bastante elegante, com construção completamente em aço, cumpre perfeitamente o seu papel, mais uma vez sem grandes preocupações com o peso.


E por hoje dou por terminada a sessão no gabinete de curiosidades velocipédicas da oficina Velo Culture do Palácio.
Até já!

domingo, 16 de julho de 2017

Bom, parece que afinal nem todos os domingos consigo ir treinar. Na impossibilidade de ir esticar as pernas com os amigos, fico por casa a rever voltinhas passadas:



Filmagem e montagem com autoria do Sr. Teixeira - verdadeiro mestre na arte da imagem em movimento!

sábado, 15 de julho de 2017

Na oficina #01


A vida da oficina nem sempre é feita de Pelagos (suspiro), algumas surpresas, umas vezes boas, outras más, vão aparecendo. Vou começar a partilha-las! :)

Hoje desceu para a cave do palácio uma bonita estradeira, de marca portuguesa mais ou menos exótica, esta SIP tem tanto de bonito quanto pesada. 
Não se consegue encontrar grande informação online, mas esta montagem até tem algum equipamento interessante.
Alguém sabe onde eram fabricadas?

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A Finlandesa

O que estava dentro da caixa?!? Deixaram a vossa imaginação voar?


Uma Finlandesa!!








Nada disso, o que estava lá dentro tem construção igualmente Finlandesa, mas as formas são mais velocipédicas:





Uma Pelago Stavanger !


Isto de gostar de bicicletas e ter uma loja de bicicletas tem muito que se lhe diga. Primeiro porque me passam muitas bicicletas pelas mãos; segundo porque temos o gosto de as analisar e perceber as suas características, as qualidades e por vezes os defeitos ou características.


Cada bicicleta tem um dono, cada uma casará melhor ou pior com alguém e esta é uma das tarefas mais importantes a desempenhar na Velo Culture. Para alguém que passa a vida a tentar fazer este tipo de leituras, escolher uma bicicleta para si torna-se uma pesada tarefa de auto-análise.


“Se eu só tivesse uma bicicleta, seria uma destas com certeza. Tem guiador de estrada, uma postura rápida mas confortável, transmissão eficiente e muito versátil. Tanto é excelente para ir comprar o pão ao fim da rua como para pedalar até aos Alpes!”

Esta frase é minha e é mesmo muito sincera.
Claro que parte de um pressuposto que me é difícil: ter só uma bicicleta (bom, também não são assim tantas), mas a ideia de que uma bicicleta pode ser hábil tanto para ir à padaria quanto para viajar longa distância é-me muito sedutora.

"Então se já tens outras bicicletas dentro deste estilo, porquê comprar uma Pelago Stavanger?"
Talvez porque por vezes merecemos ser mimados com uma bicicleta nova? Mais que isso, é importante saber e confirmar tudo aquilo que fazemos e vendemos? Será um misto de tudo, mas o facto da Stavanger ser muito versátil torna a coisa ainda mais divertida, já que a exploração das diferentes utilizações e roupagens vai trazer muitas horas de prazer na estrada (e fora dela).

Sobre a máquina em si, em breve vou escrever com mais profundidade, entretanto fica o retrato do costume:


Até já!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Caixa surpresa

E hoje ao chegar à Velo Culture do Palácio de Cristal, havia uma caixa enigmática na oficina:


Aproximei-me com cuidado..


A curiosidade é tramada e ao chegar mais perto deparo com isto:

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Os treininhos semanais



Treininho, um nome intencionalmente pouco pretensioso (não entro em grandes competições :p), mas que corresponde especialmente bem à minha actual realidade: depois de ter aparecido um novo membro da família (o João!), as voltas de bicicleta estão um pouco mais limitadas tanto em quantidade como na distância.
Mesmo assim e porque  são muito influentes na minha sanidade mental, têm ainda assim tido periodicidade semanal (yeahhh!).
Quem já pedalou comigo, e/ou conhece a minha forma de ser, sabe que não tenho grande predisposição a “dar tudo na estrada”, a bater tempos por bater ou a ser “rei da montanha” - passear de bicicleta é o meu lema, parar para tirar as fotos frequentemente e comer o pão com marmelada num qualquer sítio idílico são normalmente os objectivos.
Os treininhos são contudo um “abre caminho” a esse propósito, acho que consigo normalmente não atrasar (muito?) toda a malta, e ao mesmo tempo “treinar” acima da minha velocidade normal/usual - torna-se assim muito mais fácil fazer os ditos passeios ciclo-turísticos sem grande esforço e a uma média decente.




Tão ou mais importante que isso, a energia de grupo bem como a partilha do nascer do sol e respectiva camaradagem e troca de galhardetes em volta de uma chávena de café são algo impagável.









Nem todos podem sempre aparecer, e este domingo não foi excepção, mas tivemos o privilégio de assistir a uma estreia: a do João e da sua bicicleta nova, uma Pelago Sibbo!





A Pelago é uma marca com a qual eu e toda a equipa Velo Culture nos identificamos. Formada por ciclistas finlandeses, tem por objectivo criar bicicletas que cumpram o seu objectivo da forma simples e eficaz, tendo como estrutura dorsal uma simbiose entre função, estética e robustez/durabilidade.
A Sibbo do João é o modelo mais rápido e mais dedicado à estrada, com tubagem em aço Columbus Thron, grupo 105, e uma postura mais aerodinâmica.



Para além do João também compareceu o Senhor Teixeira, grande companheiro destes passeios ciclísticos, e a sua já experiente Titan.




Decidimo-nos a rolar para norte, fazendo um pouco de nacionais, bastante calmas ao domingo de manha: N13 até Gião, fazendo parte do caminho de Santiago, depois subindo até Santa Eufémia e desviando para Vilar de Luz (para ver os aviões), regressando pela outra nacional, a 104.
Como tinha compromissos de almoço, tentei encurtar este percurso um pouco usando os mapas do Strava.
Era uma zona sem grandes estradas para fazer desvios, mas pareceu-me ver um belo estradão de terra batida que poupava uma boa meia hora a pedalar.



O estradão revelou-se afinal um caminho de cabras, o meu perdão aos companheiros de pedalada, mas a aventura assim ficou mais completa ;)

Exercício feito, músculos tonificados, cabeça limpa - toca a ir para casa, tomar banho e embalar o João:


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Para a semana há mais!